segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Trilha da PJ


Neste sábado, 25/01/2014, os jovens de nossa comunidade seguiram rumo à Urca e fizeram uma trilha.
Nesta trilha, o pároco Frei Werlen celebrou uma missa em meio à mata, uma comunhão incrível realizada em meio a natureza. Uma experiência espetacular.. Unindo diversão com fé!

Confira as fotos abaixo:



















































































































sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Novos Olhos para novos Tempos

“Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido” (Lc 2,20)


"...Começamos um Novo Ano. Mas, quê pode ser para nós algo realmente novo? Quem fará nascer em nós uma alegria nova? Quem ativará em nós novos sonhos? Quem ensinará a sermos mais humanos? Para viver o novo ano com mais intensidade, o decisivo é estar mais atentos ao melhor que se desperta em nós e viver sintonizados com a eternidade de Deus.

Esta união com Deus faz com que o tempo seja pleno. Também para nós o tempo pode ser de plenitude na medida em que vivemos unidos a Deus e nos abrimos aos irmãos pelo amor. Pois o amor é o que faz com que o tempo deixe de ser enfadonho e caduco e se abra a uma plenitude que se renova cada dia.
Nem todos os tempos são iguais. Uma coisa é o tempo do calendário, o contínuo movimento dos momentos, todos idênticos; e outra coisa é a vivência humana do tempo: há momentos em que o tempo se faz longo e outros em que se faz curto. Mais ainda, o tempo pode ser vivido como uma experiência opressiva e limitadora ou como uma experiência de plenitude. Quando vivemos o tempo como uma oportunidade para acolher o novo, para abrir-nos às surpresas da vida e para fazer-nos presentes gratuitamente, realizamos uma experiência positiva do tempo.
O tempo se torna “kairós”, ou seja, o momento oportuno para construir algo vital que possa transformar nossas vidas, o tempo propício onde todas as possibilidades estão à nossa disposição.

Foi essa a experiência vivida pelos pastores, segundo o relato do Evangelho de hoje: no seu tempo, rotineiro e sem expressão, uma criança se faz presente e a alegria tomou conta do coração deles. A plenitude chegou para eles, e quando ela chega não se esgota num instante, senão que permanece ao longo de toda a vida. Na Encarnação e Nascimento de Jesus, o tempo e a eternidade se fecundaram mutuamente. Deus não só entrou no tempo, senão que assumiu o tempo, assumiu nossa realidade passageira para enchê-la de eternidade.
O que faz a diferença é o olhar que pousa sobre o recém-nascido. Esse olhar está maravilhosamente mostrado na cena tão despojada do encontro dos pastores na Gruta de Belém. Trata-se de um olhar que chama à vida, que desperta uma resposta, um olhar perfeitamente realista sobre as dificuldades, mas também sobre o potencial que permitirá construir a vida.

A partir do “olhar” admirado dos pastores, iniciar, ao longo deste ano, um processo minucioso de extirpação das “cataratas” do nosso olhar interior: o olhar das lembranças negativas, das suspeitas, dos julgamentos, das comparações... e reacender o olhar contemplativo capaz de expressar a benevolência, a delicadeza, a acolhida, a serenidade, a modéstia, a afabilidade, a alegria simples de estar juntos...
Recordar todos os “olhares amorosos” que Deus foi depositando sobre nós ao longo da vida.
Coração e olhos espreitam na mesma direção. São os puros de coração os que verão a Deus (Mt. 5,8).

Mas quê “novo olhar” somos convidados a ativar, no início deste Novo Ano, a partir da experiência da Gruta de Belém? É o olhar contemplativo, que libera a capacidade de admiração e de encantamento para com o mundo, a vida, as pessoas... É o olhar que nos abre para perceber a ação de Deus na história e em nossas vidas. É o olhar que desperta o deslumbramento, que é a virtude da criança, a inocência da vida, a capacidade de ver, de aprender, de ser... É o olhar límpido, a face transparente, a memória sem ensaio.

Tudo é novo e por isso tudo é maravilhoso, porque tudo se vê pela primeira vez.
A capacidade de assombro é a medida da vitalidade no ser humano.
O olhar contemplativo, portanto, é marcado pela esperança, pois consegue enxergar possibilidades novas na realidade e abre “espaço para o imprevisto, para a magia e para o milagre de que as coisas podem, de repente, mudar e ganhar outra configuração...” (L. Boff).
 
Nesse sentido, o olhar é “grávido” de “boa-nova”, ou seja, é evangélico e transformador.
Desse olhar contemplativo, nasce o olhar cuidadoso, que zela e guarda o outro, a ele se dedica e investe o próprio tempo e energia, dispensando o melhor de si; nasce o olhar compassivo, que acolhe e sofre a situação do outro; um olhar ousado, que quebra as barreiras e aproxima corações...
Trata-se de um olhar inclusivo, solidário, humanizante, que procura perceber e valorizar o outro em sua diferença, em sua originalidade, em sua dignidade... e com ele se compromete.

Todos conhecemos o expressivo valor do olhar na dinâmica do encontro, na saudação, no receber e acolher, na conversação, no despedir-se. O olhar fala, tanto assim que muitas vezes o chamamos de eloqüente. No encontro com os outros, os olhos têm uma função fundamental, pois acompanham atentos cada detalhe do modo de ser dos presentes.
Observamos os interlocutores por inteiro, o rosto, os gestos, as posturas, as mãos, o que dizem e como dizem, os silêncios...; queremos saber e compreender com quem estamos nos relacionando, deixamos aflorar reações, avaliamos as impressões que eles produzem em nós e as que nós produzimos neles.
O primeiro encontro é prerrogativa dos olhos; o contato inicial de duas pessoas é sempre feito, antes, com o olhar, e só depois com as palavras. Inversamente, evitar o olhar é evitar o encontro. Voltar a olhar para alguém é o primeiro modo de dizer-lhe: sei que você existe.

O olhar de quem fala cria envolvimento, interação e estimula a atenção. A escuta mantém a distância; o olhar anula a distância e cria a presença. Um amigo se torna presente no momento em que há encontro de olhares, mesmo que ele esteja no outro lado da rua ou da praça e não possa saudá-lo verbalmente.
Entrar no campo visual de uma pessoa é entrar no campo da sua consciência. Nesse momento passa-se da categoria do ser, própria dos objetos, para o da presença e encontro, própria das pessoas.
O olhar tem o poder para despertar e para intimidar. Existem olhares que irradiam luz e atraem, outros que espalham gelo e distanciam. Há um olhar que determina o fim de tudo, outro que a tudo dá um começo ou recomeço. Há um olhar que recusa, outro que propõe e espera. Com o olhar, exprimimos disponibilidade ou indisponibilidade, dizemos a uma pessoa se ela pode ou não contar conosco. E há o olhar autoritário, que reflete a vontade de deixar claro que somos superiores, a essência secreta do poder.

O olhar de uma pessoa nasce da camada mais profunda e secreta do seu ser. Por isso dizemos que os olhos são o espelho da alma, pois transmitem as vibrações que brotam do nosso “eu” mais profundo.
Cada um de nós tem um modo habitual de olhar que é o seu modo habitual de sentir.
Devemos habituar-nos a manter os olhos erguidos, a olhar as pessoas nos olhos; um olhar afetuoso, que não intimide e não se sinta intimidado, um olhar entre iguais, acolhedor, estimulante, que demonstra interesse por aquilo que o outro diz, participação empática no seu modo de sentir. Um olhar desarmado e estimulante que, como o olhar dos pastores, nos motiva glorificar e louvar a Deus diante das infinitas manifestações de sua surpreendente Bondade em nossas vidas.

Texto bíblico:  Lc 2,16-21

Na oração: O cristão é aquele que conserva límpidos os olhos interiores, prontos para perceber a maravilha  que está germinando em sua vida.
                       Que olhar você tem sobre sua vida? Contemplativo? pessimista? compassivo?
                       Que olhar você tem sobre o mundo? Sobre as pessoas?..."



Pe. Adroaldo Palaoro sj
Coordenador do Centro de Espiritualidade Inaciana – CEI
28.12.2013

FONTE: Catequese Hoje

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O nosso caminho de fé é ligado ao de Maria, "Mãe de Deus" e nossa Mãe: Papa Francisco na Missa, em São Pedro

A iniciar o novo ano, a Igreja latina celebra desde tempos imemoriais a grande solenidade de Santa Maria Mãe de Deus. Seguindo a tradição, o Papa Francisco preside, na basílica de São Pedro, à celebração eucarística, a partir das 10 horas, que pode ser seguida em directo, neste site, também com comentários em português. A missa é com celebrada por grande número de padres e um certo número de bispos e cardeais presentes em Roma.Este primeiro de Janeiro é também o quadragésimo sétimo Dia Mundial da Paz, instituído pelo Papa Paulo VI. Tema proposto desta vez: Fraternidade, fundamento e caminho para a paz.
A homilia da Missa foi toda ela centrada na figura de Maria, Mãe de Deus, partindo das leituras proclamadas, a começar pela primeira, do Livro dos Números, com a bênção que Deus sugerira a Moisés, para que fosse invocada sobre todo o povo. “É significativo ouvir estas palavras de bênção no início de um novo ano - observou o Papa:
“São palavras que dão força, coragem e esperança; não uma esperança ilusória, assente em frágeis promessas humanas, nem uma esperança ingénua que imagina melhor o futuro, simplesmente porque é futuro.”
É uma esperança que tem a sua razão de ser precisamente na bênção de Deus; uma bênção que contém… os votos da Igreja para cada um de nós, repletos da protecção amorosa do Senhor, da sua ajuda providente.
Ora – prosseguiu Papa Francisco – os votos contidos nesta bênção realizaram-se plenamente numa mulher, Maria, enquanto destinada a tornar-Se a Mãe de Deus, e realizaram-se n’Ela antes de qualquer outra criatura.
“Mãe de Deus! Este é o título principal e essencial de Nossa Senhora. Trata-se duma qualidade, duma função que a fé do povo cristão, na sua terna e genuína devoção à Mãe celeste, desde sempre Lhe reconheceu.”
Papa Francisco evocou, a este propósito, aquele momento importante da história da Igreja Antiga que foi o Concílio de Éfeso, no qual se definiu com autoridade a maternidade divina da Virgem. Esta verdade da maternidade divina de Maria – recordou – ecoou em Roma, onde, pouco depois, se construiu a Basílica de Santa Maria Maior, o primeiro santuário mariano de Roma e de todo o Ocidente, no qual se venera a imagem da Mãe de Deus – a Theotokos – sob o título de Salus populi romani. Diz-se que os habitantes de Éfeso, durante o Concílio, se teriam congregado aos lados da porta da basílica onde estavam reunidos os Bispos e gritavam: «Mãe de Deus!» Os fiéis, pedindo que se definisse oficialmente este título de Nossa Senhora, demonstravam reconhecer a sua maternidade divina. “É a atitude espontânea e sincera dos filhos, que conhecem bem a sua Mãe, porque A amam com imensa ternura.”
Mas é também o exercício do “sensus fidei” unânime do santo e fiel povo de Deus, que , na unidade, nunca se engana – acrescentou o Papa, logo prosseguindo:
“Desde sempre Maria está presente no coração, na devoção e sobretudo no caminho de fé do povo cristão.”
O nosso itinerário de fé é igual ao de Maria; por isso, A sentimos particularmente próxima de nós! – sublinhou o Papa. O nosso caminho de fé está indissoluvelmente ligado a Maria, desde o momento em que Jesus, quando estava para morrer na cruz, no-La deu como Mãe, dizendo: «Eis a tua mãe!»
“Estas palavras têm o valor dum testamento, e dão ao mundo uma Mãe. Desde então, a Mãe de Deus tornou-Se também nossa Mãe! Na hora em que a fé dos discípulos se ia quebrantando com tantas dificuldades e incertezas, Jesus confiava-lhes Aquela que fora a primeira a acreditar e cuja fé não desfaleceria jamais.
E a «mulher» torna-Se nossa Mãe, no momento em que perde o Filho divino. O seu coração ferido dilata-se para dar espaço a todos os homens, bons e maus; e ama-os como os amava Jesus.”
A Mãe do Redentor caminha diante de nós e sempre nos confirma na fé, na vocação e na missão. Com o seu exemplo de humildade e disponibilidade à vontade de Deus, ajuda-nos a traduzir a nossa fé num anúncio, jubiloso e sem fronteiras, do Evangelho – observou ainda o Papa Francisco, quase a concluir.
“A Ela confiamos o nosso itinerário de fé, os desejos do nosso coração, as nossas necessidades, as carências do mundo inteiro, especialmente a sua fome e sede de justiça e de paz... e de Deus; e invocamo-La todos juntos: Santa Mãe de Deus! Santa Mãe de Deus! Santa Mãe de Deus!”
Como habitualmente nestas celebrações papais, usaram-se diferentes línguas nas leituras e na oração dos fiéis: 
- um jovem chinês rezou pela paz entre os povos e nações, invocando Jesus, Príncipe da paz, para que se vençam todas as divisões, ódios e rancores;- uma mãe de família rezou, em espanhol, pelas mulheres e por todas as mães, chamadas a gerar, defender e promover a vida;
- em árabe, recordou-se o ano novo, para que Jesus eduque todos a viver activamente na história, sempre orientados para a Vida eterna;- finalmente, em português, rezou-se por toda a assembleia presente…
Eis o texto integral da homilia:
Amados Irmãos e Irmãs,
A primeira leitura propôs-nos a antiga súplica de bênção que Deus sugerira a Moisés, para que a ensinasse a Aarão e seus filhos: «O Senhor te abençoe e te proteja. O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. O Senhor dirija para ti o seu olhar e te conceda a paz» (Nm 6, 24-26). É muito significativo ouvir estas palavras de bênção no início dum novo ano: acompanharão o nosso caminho neste tempo que se abre diante de nós. São palavras que dão força, coragem e esperança; não uma esperança ilusória, assente em frágeis promessas humanas, nem uma esperança ingénua que imagina melhor o futuro, simplesmente porque é futuro. Esta esperança tem a sua razão de ser precisamente na bênção de Deus; uma bênção que contém os votos maiores, os votos da Igreja para cada um de nós, repletos da protecção amorosa do Senhor, da sua ajuda providente.
Os votos contidos nesta bênção realizaram-se plenamente numa mulher, Maria, enquanto destinada a tornar-Se a Mãe de Deus, e realizaram-se n’Ela antes de qualquer outra criatura.
Mãe de Deus! Este é o título principal e essencial de Nossa Senhora. Trata-se duma qualidade, duma função que a fé do povo cristão, na sua terna e genuína devoção à Mãe celeste, desde sempre Lhe reconheceu.
Lembremos aquele momento importante da história da Igreja Antiga que foi o Concílio de Éfeso, no qual se definiu com autoridade a maternidade divina da Virgem. Esta verdade da maternidade divina de Maria ecoou em Roma, onde, pouco depois, se construiu a Basílica de Santa Maria Maior, o primeiro santuário mariano de Roma e de todo o Ocidente, no qual se venera a imagem da Mãe de Deus – a Theotokos – sob o título de Salus populi romani. Diz-se que os habitantes de Éfeso, durante o Concílio, se teriam congregado aos lados da porta da basílica onde estavam reunidos os Bispos e gritavam: «Mãe de Deus!» Os fiéis, pedindo que se definisse oficialmente este título de Nossa Senhora, demonstravam reconhecer a sua maternidade divina. É a atitude espontânea e sincera dos filhos, que conhecem bem a sua Mãe, porque A amam com imensa ternura. Mais ainda: é o sensus fidei do santo fiel Povo de Deus, que nunca - na sua unidade - nunca se engana.
Desde sempre Maria está presente no coração, na devoção e sobretudo no caminho de fé do povo cristão. «A Igreja caminha no tempo (...). Mas, nesta caminhada, a Igreja procede seguindo as pegadas do itinerário percorrido pela Virgem Maria» (JOÃO PAULO II, Enc. Redemptoris Mater, 2). O nosso itinerário de fé é igual ao de Maria; por isso, A sentimos particularmente próxima de nós! No que diz respeito à fé, que é o fulcro da vida cristã, a Mãe de Deus partilhou a nossa condição, teve de caminhar pelas mesmas estradas, às vezes difíceis e obscuras, trilhadas por nós, teve de avançar pelo «caminho da fé» (CONC. ECUM. VAT. II, Const. Lumen gentium, 58).

O nosso caminho de fé está indissoluvelmente ligado a Maria, desde o momento em que Jesus, quando estava para morrer na cruz, no-La deu como Mãe, dizendo: «Eis a tua mãe!» (Jo 19, 27). Estas palavras têm o valor dum testamento, e dão ao mundo uma Mãe. Desde então, a Mãe de Deus tornou-Se também nossa Mãe! Na hora em que a fé dos discípulos se ia quebrantando com tantas dificuldades e incertezas, Jesus confiava-lhes Aquela que fora a primeira a acreditar e cuja fé não desfaleceria jamais. E a «mulher» torna-Se nossa Mãe, no momento em que perde o Filho divino. O seu coração ferido dilata-se para dar espaço a todos os homens, bons e maus; e ama-os como os amava Jesus. A mulher que, nas bodas de Caná da Galileia, dera a sua colaboração de fé para a manifestação das maravilhas de Deus na mundo, no Calvário mantém acesa a chama da fé na ressurreição do Filho, e comunica-a aos outros com carinho maternal. Assim Maria torna-Se fonte de esperança e de alegria verdadeira.

A Mãe do Redentor caminha diante de nós e sempre nos confirma na fé, na vocação e na missão. Com o seu exemplo de humildade e disponibilidade à vontade de Deus, ajuda-nos a traduzir a nossa fé num anúncio, jubiloso e sem fronteiras, do Evangelho. Deste modo, a nossa missão será fecunda, porque está modelada pela maternidade de Maria. A Ela confiamos o nosso itinerário de fé, os desejos do nosso coração, as nossas necessidades, as carências do mundo inteiro, especialmente a sua fome e sede de justiça e de paz; e invocamo-La todos juntos: Santa Mãe de Deus!

Solenidade da Santa Mãe de Deus

Participamos da Solenidade na Capela Nossa Senhora das Mercês - Guadalupe.

Confira as fotos: