terça-feira, 20 de agosto de 2013

Francisco agradece Dom Orani pelo carinho recebido no Rio


Em carta enviada ao arcebispo Dom Orani João Tempesta, o Papa Francisco agradece o acolhimento que lhe foi concedido por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, realizada no Rio de Janeiro. Leia na íntegra:




Querido irmão,

Regressado a Roma, não posso deixar de alegrar-me com a recordação dos inesquecíveis dias de minha permanência no Rio de janeiro, que me brindaram com um caloroso acolhimento da parte da população carioca a mim e aos jovens peregrinos vindos do mundo inteiro para a Jornada Mundial da Juventude, para além do testemunho de que a fé é muito mais forte que o frio e a chuva que marcaram grande parte destes dias. Queira Deus, na sua grande generosidade, lhe recompensar, meu querido irmão no Episcopado, juntamente com seus Bispos Auxiliares, bem como todos os membros do Comitê Organizador Local, voluntários e benfeitores que generosamente se empenharam para que a Jornada Mundial da Juventude fosse um acontecimento marcante na História da Cidade Maravilhosa e para Igreja que está no Brasil.


Peço-lhe que também transmita o meu agradecimento para todos os envolvidos com a Rede de Tratamento da Dependência Química, geradora de esperança e superação para todos os chagados por esta mazela, como pude comprovar no Hospital São Francisco de Assis. Queria ainda agradecer aos moradores da Comunidade de Varginha, juntamente com o seu pároco, pela recepção calorosa e alegre, que me ofereceram, bem como os moradores de Copacabana, que tão generosamente, e não sem sacrifício, acolheram no seu bairro os milhões de fiéis que participaram das celebrações da Jornada Mundial da Juventude. Finalmente, desejo dirigir uma palavra especial aos moradores de Guaratiba, que tanto sonharam com as celebrações no Campus Fidei,mas que , por um misterioso desígnio da Providência de Deus, não foi possível realizar-se: queria que eles soubessem que o Papa está muito próximo deles e que reza por cada família daquela vizinhança.

Com estes sentimentos e votos, que confio a Nossa Senhora Aparecida, imploro do Espírito Santo renovada efusão dos seus dons sobre o ministério de Dom Orani e de seus sacerdotes para levarem o seu povo a repousar e saciar-se em Deus, ao conceder a todos os filhos e filhas da queridíssima Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, com menção especial dos idosos e doentes, dos jovens e crianças, a minha Bênção Apostólica e peço que, por favor, não deixem de rezar por mim.

Vaticano, 2 de agosto de 2013.

Francisco

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O poder teme os homens que estão em diálogo com Deus

Papa Francisco se pronuncia na 34ª edição do "Encontro da Amizade entre os Povos", promovido pelo movimento 'Comunhão e Libertação' que tem como tema: "Emergência ser humano ". O encontro teve início neste domingo em Rimini, na Itália.

Pronunciamento:

"O mundo está interessado no ser humano. Os poderes econômico, político e midiático precisam do ser humano para se perpetuarem. Por isso, tentam muitas vezes manipular as massas, induzir desejos, cancelar o que de mais precioso o ser humano possui: a relação com Deus. O poder teme os homens que estão em diálogo com Deus, porque isso os torna livres", frisa o Papa na mensagem.

O Santo Padre destaca que "é necessário voltar a considerar a sacralidade do ser humano e ao mesmo tempo dizer com força que é somente na relação com Deus, ou seja, na descoberta e na adesão à sua vocação, que o ser humano pode atingir sua verdadeira estatura. Por essa razão, a Igreja tem uma grande responsabilidade".

Francisco convida a ir com coragem ao encontro dos homens e mulheres do nosso tempo, das crianças, dos idosos, dos cultos e das pessoas sem instrução, dos jovens e das famílias.

"Façamos isso não somente nas igrejas e paróquias, mas nas escolas, nas universidades, nos locais de trabalho, nos hospitais, nas prisões, mas também nas praças, nas ruas, nos centros esportivos e nos locais onde as pessoas se reúnem. Essa é a tarefa da Igreja e de todo cristão. 'Emergência ser humano' significa emergência de retornar a Cristo. A pobreza não é apenas a material. Existe uma pobreza espiritual que afeta o homem contemporâneo. Somos pobres em amor, sedentos de verdade e justiça, mendigos de Deus. A pobreza maior é a falta de Cristo", conclui o Papa na mensagem. (MJ)

Fonte do texto: A Santa Sé
 http://www.news.va/pt/news/santo-padre-o-poder-teme-os-homens-que-estao-em-di


Fé e violência são incompatíveis


"O Papa Francisco rezou o Angelus deste domingo, 18 de agosto, da janela da residência pontifícia, no Vaticano, com milhares de fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro.

Na alocução que precedeu a oração mariana, o pontífice explicou um trecho da Carta aos Hebreus que diz: "Corramos com perseverança na corrida, mantendo os olhos fixos em Jesus, autor e consumador da fé".

"É uma expressão que devemos sublinhar especialmente neste Ano da Fé. Nós, também, ao longo deste ano, mantemos os olhos fixos em Jesus, porque a fé, que é o nosso sim à relação filial com Deus, vem d'Ele: Ele é o único mediador desta relação entre nós e nosso Pai que está nos céus. Jesus é o Filho, e Nele somos filhos", frisou Francisco.

O Santo Padre recordou que a Palavra de Deus deste domingo contém uma palavra de Jesus que nos coloca em crise, e precisa ser explicada, caso contrário, pode levar a mal-entendidos.

"Jesus disse aos seus discípulos: Vocês pensam que eu vim trazer a paz sobre a terra? Pelo contrário, eu lhes digo, vim trazer divisão. O que isso significa? Significa que a fé não é algo decorativo, ornamental. Viver a fé não é decorar a vida com um pouco de religião, como se fosse um bolo que confeitamos com o glacê. Não! A fé não é isso. A fé significa escolher Deus como critério-base da vida e Deus não é vazio, Deus não é neutro, Deus é sempre positivo, Deus é amor e o amor é positivo", frisou o pontífice!


O Papa disse ainda que "depois que Jesus veio ao mundo, não podemos mais agir como se Deus não o conhecêssemos, como se fosse algo abstrato, vazio, de referência puramente nominal. Não. Deus tem um rosto concreto, tem um nome: Deus é misericórdia, Deus é fidelidade, é vida que se doa a todos nós. É por isso que Jesus diz: vim trazer divisão, não que Jesus queira dividir as pessoas umas das outras, pelo contrário, Jesus é a nossa paz, é a nossa reconciliação! Mas esta paz não é a paz dos sepulcros, não é neutralidade. Jesus não traz neutralidade. Esta paz não é um compromisso a todo custo".

"Seguir Jesus significa renunciar ao mal, ao egoísmo e escolher o bem, a verdade, a justiça, mesmo quando isso exige sacrifício e renúncia dos próprios interesses. E isso sim divide, nós sabemos, divide os vínculos mais estreitos. Mas atenção: não é Jesus quem divide! Ele põe o critério: viver para si mesmos ou viver para Deus e para os outros, ser servido ou servir, obedecer a si mesmo ou obedecer a Deus. E neste sentido Jesus é sinal de contradição", destacou o pontífice.


Francisco frisou que "esta palavra do Evangelho não autoriza o uso da força para difundir a fé. É exatamente o contrário: a verdadeira força do cristão é a força da verdade e do amor, que leva a renunciar a toda violência. Fé e violência são incompatíveis. Fé e violência são incompatíveis, repetiu o Papa. Em vez disso, fé e fortaleza caminham juntas. O cristão não é violento, mas é forte. E com qual fortaleza? Com a da mansidão. A força da mansidão, a força do amor".

O Santo Padre recordou que "entre os parentes de Jesus havia alguns que não partilharam o seu modo de viver e pregar, diz o Evangelho. Mas sua mãe sempre o seguiu fielmente, mantendo fixos os olhos de seu coração em Jesus, o Filho do Altíssimo, e em seu mistério. No final, graças à fé de Maria, os familiares de Jesus tornaram-se parte da primeira comunidade cristã. Peçamos a Maria que nos ajude também a manter os olhos bem fixos em Jesus e a segui-lo sempre".

Após a oração do Angelus, o Santo Padre recordou mais uma vez que "seguir Jesus não é neutro, seguir Jesus significa se envolver, porque a fé não é algo decorativo, é força da alma".

Fonte: A Santa Sé http://www.news.va/pt/news/papa-no-angelus-fe-e-violencia-sao-incompativeis

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Comentários da entrevista do Papa Francisco por Frei Fernando

Comentários de Frei Fernando sobre a entrevista do Papa Francisco concedida ao Fantástico e exibida ao fim da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013.

 Comentários feitos pelo pároco da Capela Nossa Senhora das Mercês em Guadalupe no Rio de Janeiro, Frei Fernando.

Dando continuidade à Hora de Recordar, trazemos este vídeo com o objetivo de analisar certos assuntos abordados pelo Papa Francisco em sua entrevista e entender um pouco melhor através dos comentários para que juntos possamos refletir nas sábias palavras que nos foram deixadas..

Que Deus nos proteja e nos dê sabedoria!

Blog completa 1000 visualizações em 16 dias

Graças a todos nossos leitores e internautas conquistamos em 16 dias a marca de 1.000 visualizações!

Se é possível um mundo novo, vamos fazer !

O blog da Pastoral da Juventude foi criado no dia 31/07/2013 para interligar todas as comunidades através de fotos, notícias, comunicados, dentre outras atividades, além de divulgar a juventude de nossa Paróquia por todo o Brasil e pelo mundo!

Confira nossas atualizações diariamente, acompanhe a Liturgia Diária, fique por dentro das notícias religiosas vindas de todo o mundo!

Muito obrigado à todos vocês que contribuíram para consolidarmos essa marca de visualizações!

Que Deus possa nos abençoar em nossa caminhada! Paz de Cristo!

Papa Francisco diz aos Bispos do Brasil


“Os Bispos devem ser Pastores, próximos das pessoas, pais e irmãos, com grande mansidão: pacientes e misericordiosos. Homens que amem a pobreza, quer a pobreza interior como liberdade diante do Senhor, quer a pobreza exterior como simplicidade e austeridade de vida. Homens que não tenham “psicologia de príncipes”. Homens que não sejam ambiciosos e que sejam esposos de uma Igreja sem viver na expectativa de outra (O fenómeno dos Bispos polígamos não existe… Risos… Estão casados com uma (Igreja, mas) vendo quando é que vai chegar a… promoção…). Homens capazes de vigiar sobre o rebanho que lhes foi confiado e cuidando de tudo aquilo que o mantém unido: vigiar sobre o seu povo, atento a eventuais perigos que o ameacem, mas sobretudo para fazer crescer a esperança (o Bispo tem que cuidar da esperança do seu povo): que haja sol e luz nos corações. Homens capazes de sustentar com amor e paciência os passos de Deus em seu povo. E o lugar do Bispo para estar com o seu povo é triplo: ou à frente para indicar o caminho, ou no meio para mantê-lo unido e neutralizar as debandadas, ou então atrás para evitar que alguém se atrase mas também, e fundamentalmente, porque o próprio rebanho tem o seu faro para encontrar novos caminhos.”

Fonte: http://www.news.va

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Papa celebra a solenidade da Assunção de Maria


Hoje é celebrada a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora ao Céu. Nesta ocasião, o Papa Francisco foi a Castelgandolfo, perto de Roma, para celebrar a Santa Missa e a oração do Angelus, na Praça da Liberdade, diante da Residência de Verão dos Papas. Os numerosos fiéis, que superlotavam a praça central da cidadezinha, aplaudiram com entusiasmo o Bispo de Roma e gritavam o conhecido slogan “Viva o Papa”.

Durante sua ida à Castel Gandolfo, o Papa Francisco também visitou o Instituto das Clarissas, onde expressou seus profundos agradecimentos pela sua vida contemplativa, composta de oração e de penitência e às religiosas o Papa confiou a vida da Igreja e da caridade fraterna.

Confira na íntegra a homilia do Papa Francisco na Solenidade da Assunção da Virgem Maria:

Ao fim da Constituição sobre a Igreja, o Concílio Vaticano II deixou-nos uma belíssima meditação sobre a Bem-Aventurada Virgem Maria. Quero apenas lembrar as expressões que se referem ao mistério que hoje celebramos: a primeira é esta: "A Virgem Imaculada, preservada imune de toda a mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrena, foi elevada ao céu em corpo e alma e exaltada por Deus como Rainha do universo" (n. 59). E depois, perto do fim, ainda tem esta: "A Mãe de Jesus, assim como, glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que se há-de consumar no século futuro, assim também, na terra, brilha como sinal de esperança segura e de consolação, para o Povo de Deus ainda peregrinante, até que chegue o dia do Senhor" (n. 68). À luz deste belíssimo ícone da nossa Mãe, podemos considerar a mensagem contida nas leituras bíblicas que acabámos de escutar. Podemos concentrar-nos em três palavras-chave: luta, ressurreição e esperança.

A passagem do Apocalipse apresenta a visão da luta entre a mulher e o dragão. A figura da mulher, que representa a Igreja, é por um lado gloriosa, triunfante, e por outro ainda com dores de parto. Assim, na verdade é a Igreja: se no Céu ela já está associada à glória do seu Senhor, na história vive continuamente as provas e os desafios que comporta o conflito entre Deus e o maligno, o inimigo de sempre. E nesta luta que os discípulos de Jesus devem enfrentar, Maria não os deixa sozinhos; a Mãe de Cristo e da Igreja está sempre connosco. Também Maria, em certo sentido, partilha esta dupla condição. Ela, naturalmente, já entrou definitivamente na glória do Céu. Mas isto não significa que ela esteja longe, que esteja separada de nós; muito pelo contrário, Maria nos acompanha, luta connosco, sustenta os cristãos no combate contra as forças do mal. A oração com Maria, especialmente o Rosário, tem também esta dimensão "agonística", ou seja, de luta, uma oração que sustenta na luta contra o maligno e os seus cúmplices.

A segunda leitura fala-nos da ressurreição. O apóstolo Paulo, escrevendo aos Coríntios, insiste no facto que ser cristão significa acreditar que Cristo ressuscitou verdadeiramente dos mortos. Toda a nossa fé baseia-se nesta verdade fundamental, que não é uma ideia, mas um evento. E também o mistério da Assunção de Maria em corpo e alma está todo ele inscrito na Ressurreição de Cristo. A humanidade da Mãe foi "atraída" pelo Filho na sua passagem através da morte. Jesus entrou de uma vez para sempre na vida eterna com toda a sua humanidade, aquela que Ele havia tomado de Maria; assim ela, a Mãe, que O seguiu fielmente em toda a sua vida, O seguiu com o coração, entrou com Ele na vida eterna, que também chamamos Céu, Paraíso, Casa do Pai.

Também Maria conheceu o martírio da cruz: a Paixão do Filho viveu-a plenamente na alma. Esteve plenamente unida a Ele na morte, e por isso foi-lhe dado o dom da ressurreição. Cristo é a primícia dos ressuscitados, e Maria é a primícia dos redimidos, a primeira "daqueles que são de Cristo".

O Evangelho sugere-nos a terceira palavra: esperança. Esperança é a virtude de quem, experimentando o conflito, a luta quotidiana entre a vida e a morte, entre o bem e o mal, acredita na ressurreição de Cristo, na vitória do Amor. O Magnificat é o cântico da esperança, é o cântico do Povo de Deus em caminho na história. É o cântico de tantos santos e santas, alguns bem conhecidos, outros, muitíssimos, desconhecidos, mas bem conhecidos por Deus: mães, pais, catequistas, missionários, padres, irmãs, jovens, também crianças, que enfrentaram a luta da vida, trazendo no coração a esperança dos pequenos e dos humildes. "A minha alma engrandece ao Senhor" - canta também hoje a Igreja em todas as partes do mundo. Este cântico é particularmente intenso onde o Corpo de Cristo sofre hoje a Paixão. E Maria está lá, próxima a estas comunidades, a estes nossos irmãos, caminha com eles, sofre com eles, e canta com eles o Magnificat da esperança.

Queridos irmãos e irmãs, unamo-nos também nós, com todo o coração, a este cântico de paciência e de vitória, de luta e de alegria, que une a Igreja triunfante com a peregrinante, que une a terra com o Céu, a história com a eternidade.
Solenidade da Assunção da Virgem Maria
Castel Gandolfo, 15 de Agosto de 2013